19/03/2019 às 14h24min - Atualizada em 19/03/2019 às 14h24min

POLÍCIA PRENDE EMPRESÁRIO DO RAMO DE TRANSPORTES EM RIO CLARO

A ação faz parte da Operação Passe Livre

MPSP e Rádio Cultura AM de Rio Claro
Cidade Azul Notícias
Nesta terça-feria (19), os policiais do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Força Tática cumpriram mandado de prisão de empresário do ramo de transportes, João Carlos Kenji Chinen, sócio-proprietário da empresa Rápido São Paulo, e de Fabio Luiz Queiroz, seu operador financeiro, em Rio Claro. A Justiça deferiu ainda o pedido de indisponibilidade de bens e o sequestro de veículos e imóveis em nome dos dois réus. Ao todo foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em residências e empresas na cidade, Sumaré, São Paulo e em Camaçari (BA). A ação faz parte das investigações da Operação "Passe Livre", comandada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

A informação foi trazida em primeira mão pelo jornalista Jorge Neves, apresentador do programa Boa Tarde Cidade, na Rádio Cultura AM.

Segundo o Ministério Pùblico do estado de São Paulo, Chinen, "obteve e fez uso de documentos falsos na renovação de contratos derivados do contrato de concessão dos serviços de transporte público urbano no município de Rio Claro, firmados mediante processos de inexigibilidade de licitação. Os documentos falsos tinham o objetivo de simular a regularidade fiscal da empresa durante o período de renovação dos contratos".

O MP afirma que "os contratos renovados visavam, por exemplo, à concessão de vale-transporte para deficientes físicos, para idosos e para servidores públicos municipais. Mediante uso de certidões falsas, a empresa renovou contratos que lhe permitiram receber dos cofres públicos municipais mais de 15 milhões de reais no período verificado. Apurou-se, entretanto, que no mesmo período, o município de Rio Claro pagou à mesma empresa mais de 87 milhões de reais em razão de contratos de transporte coletivo".

O ex-secretário da Fazenda de Rio Claro, Japyr de Andrade Pimentel Porto, estaria envolvido, segundo o MP. Ele teria proporcionado a obtenção de parte destes documentos falsos à empresa. Em troca, recebeu vantagens ilícitas na compra de um imóvel residencial e também por meio de uma corretora de seguros, gerenciada pelo então secretário e sua esposa.

A investigação apurou que o pagamento da propina ao então secretário da Fazenda, foram destinados recursos para a conta corrente de uma terceira pessoa, mas que era administrada por Queiroz, genro da titular da conta. Uma empresa foi criada em nome de seus filhos para adquirir e posteriormente vender o imóvel ao então secretário municipal,  por valor 50% inferior ao de mercado. As investigações revelaram ainda inúmeras transações financeiras que indicam atos de lavagem de dinheiro.






 
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