25/05/2020 às 21h17min - Atualizada em 25/05/2020 às 21h17min

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE SUSPENDE TESTES COM HIDROXICLOROQUINA NO TRATAMENTO CONTRA COVID-19

Por uma questão de segurança, o grupo da pesquisa responsável deu uma 'pausa' nos estudos com a droga 'enquanto os dados de segurança são revisados'

- Da redação
Opera Mundi
Ministério da Saúde do Peru / Opera Mundi
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, anunciou nesta segunda-feira (25) a suspensão dos testes da hidroxicloroquina como possível medicamento para o tratamento da covid-19. 
 
Ghebreyesus afirmou que, por uma questão de segurança, o grupo de pesquisa responsável deu uma "pausa" nos estudos com a droga "enquanto os dados são revisados".
 
"A revisão considerará os dados coletados até o momento no Estudo de Solidariedade e, em particular, os dados disponíveis aleatórios e robustos, para avaliar adequadamente os possíveis benefícios e malefícios desse medicamento", disse.
 
A decisão da OMS acontece após a publicação de um estudo na última sexta-feira (22/05) na revista The Lancet afirmando que o uso de cloroquina e hidroxicloroquina aumentam o risco de problemas cardíacos e não se mostraram eficientes contra o novo coronavírus.
 
"O Grupo Executivo do Estudo de Solidariedade, representando 10 dos países participantes, reuniu-se no sábado (23/05) e concordou em revisar uma análise abrangente e uma avaliação crítica de todas as evidências disponíveis globalmente", disse Ghebreyesus.
 
O diretor da OMS ainda afirmou que "esses medicamentos [cloroquina e hidroxicloroquina] são aceitos, geralmente como seguros, no uso de pacientes com doenças autoimunes ou malária".
 
O medicamento é defendido pelos presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro. As duas nações lideram o ranking com os maiores números de casos confirmados do novo coronavírus.
 
Medicamentos aumentam risco de problemas cardíacos
Publicada na revista científica The Lancet, a pesquisa compreende dados recolhidos de prontuários médicos de 96.032 pacientes em 671 hospitais em seis continentes, sendo que as pessoas estavam internadas entre os dias 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril de 2020, com teste positivo para o Sars-CoV-2.
 
Os estudiosos informaram, então, as taxas de mortalidade dos cinco grupos observados considerando os fatores de risco já conhecidos para o agravamento da doença, como idade e comorbidades.
 
Do grupo de controle, ou seja, aqueles que não usaram nenhum dos dois medicamentos, a taxa ficou em 9,3% de óbitos. Entre os que tomaram apenas a hidroxicloroquina, o dado subiu para 18% e para quem usou a hidroxicloroquina mais um macrólido, o índice ficou em 23,8%.
 
Além de não ajudarem na cura do novo coronavírus, os dois remédios aumentaram a chance de graves problemas de saúde. A hidroxicloroquina provoca uma aumento de 34% no risco de morte e de 137% no risco de arritmias graves, quando usada sozinha, e de 45% e 411%, respectivamente, quando usada com macrólidos.
 
A cloroquina sozinha aumenta a chance de morrer em 37% e de ter problemas cardíacos graves em 256%. Com antibiótico, ela mantém os 37% de risco de morte e de 301% no desenvolvimento de arritmias.
 
 
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