09/02/2022 às 19h02min - Atualizada em 09/02/2022 às 18h22min

TEMPO REI*

"A pouca medida de paz que todos nós procuramos, mas poucos encontram." (Simon Graham/Timothy Spall, em "O Último Samurai").

Fredo Júnior
Depois de um tempo começamos a enxergar a vida de outro modo.

Por anos convivemos com a quase angustiante preocupação do "com o que os outros io pensar". Os próprios anos nos trazem algumas certezas. 

Duas delas são libertadoras.

A primeira é a de que todos nós somos humanos, capazes de atitudes maravilhosas e outras nem tanto virtuosas assim.

Isto porque ser humano é também ser falho.

E nem neste caso, nem sempre o que pensamos sobre alguém, ou aquilo que uma pessoa pensa sobre nós pode conceituado como algo verdadeiro.

Cada um tem uma realidade dentro de si, e na maioria das vezes, dramas e conflitos indizíveis, mas profundamente dolorosos.

Esta conlcusão tem relação direta com uma profunda mudança pessoal interna, que é de se trocar a expectativa pela perspectiva.

A expectativa nos remete ao imediatismo esperançoso de algo pode ou não acontecer.

Já a perspectiva, por sua vez, nos permite ter mais amplitude e uma visão panorâmica da mesma situação.

Quando conseguimos nos resolver neste aspecto, a vida torna-se menos complicada.

Não é tarefa fácil.

Pessoas entrarão e sairão da nossa vida. Outras permanecerão. 

E essas ficarão até o fim porque conhecem a nossa essência e quem somos, e não somente o que podemos oferecer pelo que, independentemente da circunstância, possuímos ou julgam possuirmos  momentaneamente.

A segunda certeza é a de que jamais poderemos amar sem antes nos amarmos. Quando entendemos isto, nos libertamos.

Muitas pessoas dedicam-se integralmente a outras, e a outras causas. E são várias as razões para isto.

Desde a necessidade de um cuidado especial a uma determinada situação,e  até uma atitude de autopunição por acharem-se responsáveis pelo problema da pessoa a quem o tal cuidado é dedicado. Sem esquecer que, em muitos casos, não passa de uma tentativa de controle, cujo pano de fundo são a fuga e o medo. 

Depois de um tempo descobrimos que não controlamos coisa alguma.

E o tempo (ah, o tempo...) escancara que é preciso descontrolar-se de tudo para começar a viver.

Porque o amor merece verdade e intensidade ser vivido.

Esse "tempo" de maturação leva um bom tempo.

Quando conseguimos compreender essas duas certezas, já não nos preocupamos com no que pensam e falam de nós.

Os conflitos são inevitáveis e ocorrem por inúmeras razões. 

Muitas vezes somos responsáveis por eles. Outras, não. 

As pessoas desconhecem o que encontramos pelo caminho e os motivos pelos quais não correspondemos às suas expectativas.

E quase sempre nos julgam de acordo com a sua própria conveniência.

Algumas desejam o que temos porque jamais poderão tornar-se o que somos.

Além disso tudo, não devemos carregar sozinhos as bagagens que pertencem a outros.

Porque depois de um tempo, não queremos ter razão.

Queremos apenas sentir a  paz.

É um longo caminho a ser percorrido.

E o tempo é o melhor companheiro neste trem doido que chamamos de vida.

Ele não pára*

E a vida?

A vida é tão rara!*

(*) Em homenagem aos atemporais Gil e Lenine.
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Fredo Júnior

Fredo Júnior

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