26/02/2020 às 18h26min - Atualizada em 27/02/2020 às 12h40min

MOSCA NA SOPA - 26/02/20

EXONERAÇÃO 1
A saída de Marilda Gentile Fachini do comando da Secretaria de Ação e Inclusão Social ocorrida na terça-feira (18) era apenas uma questão de tempo. Ela havia sido condenada numa Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público acerca do suposto serviço de segurança particular praticado pela Guarda Municipal no Governo Meneghetti à Rádio Fraternidade, da qual é sócia-prorietária com o marido, o ex-vereador e radialista Marcelo Fachini, no Governo Meneghetti.  
 
EXONERAÇÃO 2
Em 2004, os ex-vereadores Breno Cortella (PT) e Pedrinho Eliseu (PFL) ingressaram com uma Ação Popular contra o então prefeito Luiz Carlos Meneghetti, Marcelo Coelho Fachini, Marilda Gentile Fachini, o ex-secretário de Segurança,  Ivan Roberto Mendes da Costa e o comandante da Guarda Municipal (GM), José Antonio do Prado, denunciando a prestação de serviços de segurança particular pela Guarda Municipal O Ministério Público então, ingressou com uma Ação de Improbidade Administrativa.
 
EXONERAÇÃO 3
Todos foram condenados com sentença transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) e tiveram seus direitos políticos suspensos, além do pagamento de multa. Nenhum deles, incluindo Marcelo Fachini, poderá disputar cargos eletivos pelo período de 8 (oito) anos. É importante lembrar que a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/2010) prevê que a decisão condenatória de órgão colegiado proíbe políticos de disputarem as eleições.
 
EXONERAÇÃO 4
Curiosamente, e ex-secretária também foi enquadrada na Lei n° 4.448/2011 (Lei da Ficha Limpa Municipal), uma adaptação da lei federal criada pelo próprio marido, que "veda a nomeação para cargos de secretários do município ou equivalente, além dos cargos em comissão tanto do Poder Executivo como do Poder Legislativo e, ainda os presidentes de autarquias e fundações municipais, de pessoas que tenham contra si condenação em decisão transitada em julgado, ou proferida por orgão judicial colegiado". 
 
MUDANÇAS
As mudanças no Governo Franco ainda não foram encerradas. Para o lugar de Marilda, apesar de alguns nomes conhecidos terem sido “plantados” nos últimos dias, uma fonte de dentro da Administração ouvida pela coluna afirmou havia adiantado que a vaga deveria ser preenchida por um servidor de carreira. E não foi bem assim que aconteceu. A advogada Veridiana Cintra Oliveira e Marques de Figueiredo, ex-diretora do Departamento de Proteção Social Especial da pasta foi apresentada como a nova comandante da Secretaria Municipal de Assistência Social.
 
ATERRO
A reportagem de O Independente denunciou o fato e provou documentalmente que o ex-secretário da pasta de Serviços Públicos, ao contrário do que havia afirmado, tinha pleno conhecimento das irregularidades apontadas no embargo do local pela Cetesb. Vale repetir: o caso pode gerar mais responsabilidades e muita dor de cabeça a mais pessoas ao longo do caminho. Com a palavra, o governo e a Procuradoria Geral do Município para que a cidade saiba como este episódio está sendo conduzido.
 
RODEIO
Depois de divulgar o evento, A PBR Brazil cancelou a realização da etapa do Campeonato Monster Energy PBR 2020, nos dias 13 e 14 de março. A empresa alegou “motivos de ordem técnica” para a medida. O Clube dos Cavaleiros de Araras,organizador local foi pego de surpresa com o comunicada da PBR no Facebook. Ativistas e simpatizantes da causa comemoraram a decisão. Alguns até chamaram para si o crédito pelo cancelamento, caso do midiático vereador José Roberto Apolari (PTB). De concreto mesmo, é que um dia depois do Conselho Municipal de Bem Estar Animal (Combea) convocar uma reunião extraordinária para deliberar sobre o tema, a empresa publicou a sua desistência. O fato é que o cancelamente precisa ser melhor explicado.
 
SUPLÊNCIA
Com o pedido de licença do vereador Jackson de Jesus (PROS), a sua vaga será ocupada pela assistente social e primeira suplente da coligação, Vanessa Pires (PSB). Observadores políticos afirmam com todas as letras que a parlamentar, que obteve 1.172 votos no pleito, só teria perdido a vaga titular para Jackson, eleito com 1.560 votos por conta do apoio do então líder de seu partido na cidade, Erinson Mercatelli, à candidatura a vereador do Irmão, Enderson, o Gordo Mercatelli nas eleições de 2016, que conquistou 466 votos. Vanessa sempre pertenceu ao grupo político de Erinson. Recentemente, Gordo Mercatelli, ex-presidente do Sayão Futebol Clube filiou-se ao DEM, partido do prefeito Júnior Franco.
 
ELEIÇÕES 1
Júnior Franco (DEM) é naturalmente pré-candidato à reeleição para prefeito em outubro, e segue trabalhando neste sentido. Outros nomes já se lançaram ao cargo, casos de Helder Bovo (PRTB) e Jackson de Jesus (PROS). PT e Psol anunciaram uma aliança para o pleito. O ex-prefeito Pedrinho Eliseu (PSDB) e o ex-vereador Mário Corrochel Neto, o Bonezinho (PTB) também estão empenhados para isso. Ambos tem se dedicado a reforçarem os seus grupos, e em alguns casos tentando “aparar arestas” com antigos desafetos.
 
ELEIÇÕES 2
Condenado em outra decisão colegiada, o que lhe enquadra na Lei da Ficha Limpa, o ex-prefeito Nélson Dimas Brambilla (PSD), de acordo com uma fonte próxima a ele, teria conseguido o efeito suspensivo em sua primeira condenação pelo TJ-SP, referente ao caso da nomeação de servidores para a Comissão Ténica Urbanística. Apesar de não comentar o assunto, há quem diga que se conseguir a mesma medida no processo da criação de cargos no Saema, o médico poderia “ganhar o gás necessário” e entrar na disputa.
 
ELEIÇÕES 3
No entanto, os bastidores da política não se restringem e muito menos se concentram apenas nos já conhecidos pré-candidatos e seus respectivos grupos. Há quem aposte numa variação de cenário nas próximas semanas. Até porque existe um consenso de que é necessário o surgimento de outros nomes aos que aí estão, o que poderia ser entendido como a volta ao cenário de outros. Some-se a isto a “janela” partidária aberta até abril. Algumas siglas estão se movimentando “mineiramente” e podem trazer muitas surpresas e alternativas ao meio político ararense.
 
CENSURA
Ela sempre existiu nos meios de comunicação. Alguns deles, por conveniência, mantem em seus quadros profissionais que não rezam a sua cartilha com um único objetivo, o de parecer ser democrático e aceitar o contraponto desse colaborador. O problema é que este processo tem prazo de validade e está diretamente ligado ao interesse ou à vaidade do dono do veículo. A entrega de cabeças de jornalistas não é coisa rara. A lógica é simples e depende do tamanho do quanto o rabo do dono do veículo de mídia está preso a determinado governo.
 
MITO
Que Bolsonaro sempre flertou com o autoritarismo, não é novidade. Contudo, diante da mediocridade de seu governo, não lhe restou outra alternativa a não ser insurgir a população contra as instituições democráticas. Com um discurso patriótico, recheado de inimigos imaginários, além de uma atuação digna de um Oscar, o presidente disparou do próprio celular um vídeo convocando o povo para participar das manifestações de 15 de março, organizadas por movimentos de extrema direita para defender o governo e protestar contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Sua incitação não pode ficar impune.
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Mosca na Sopa

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