31/01/2020 às 19h23min - Atualizada em 31/01/2020 às 19h23min

MOSCA NA SOPA - 31/01/20

ANÚNCIO
Ex-secretário da Fazenda no primeiro mandato de Meneguetti (2001-2004), o empresário Hélder Bovo lançou a sua pré-candidatura a prefeito de Araras. O ararense iniciou a sua militância política no PDT, migrando depois para o Solidariedade, sigla criada pelo deputado Paulinho da Força, com quem tem uma relação de amizade. Hélder chegou a ocupar cargos relevantes no funcionalismo público estadual. Em conversa com a coluna, Bovo apresentou ideias interessantes sobre modelos de gestão pública. Contudo, o que surpreendeu foi o partido escolhido por ele para a disputa municipal. Trata-se do PRTB, sigla a qual pertence o vice-presidente da República, General Mourão. Sem esquecer de seu “ad aeternum” comandante, o homem do “aerotrem”, Levy Fidélix.

MISTÉRIO
Surpreendente porque o PRTB na cidade, até então, estava sob a responsabilidade do ex-candidato a prefeito na eleição suplementar para prefeito de 2018, Daniel Barros. Este por sua vez, publicou recentemente nas redes sociais a migração e o apoio de seu grupo político ao do ex-prefeito e virtual pré-candidato Pedrinho Eliseu (PSDB). Apesar de algumas pessoas estranharem a decisão de Barros, reza a lenda dos bastidores políticos que a ligação entre ambos começou antes mesmo da disputa suplementar, e que a sua candidatura à época teria contribuído decisivamente para que Bonezinho não saísse vencedor das urnas. Diante da repentina troca de comando da sigla na cidade, fica a pergunta: qual o motivo da mudança?
 
FAMÍLIA
Falando em Bonezinho, o ex-vereador e candidato a prefeito em 2016 e 2018, Mário Corrochel Neto, bem como a sua mãe, a atual vereadora Regina, ambos do PTB, seguem utilizando as redes sociais para mostrar o seu trabalho político. Não que o “vereadora nos bairros” ou as chamadas “lives” sejam algo novo. Aliás, estas são importantes ferramentas de comunicação e interação com eleitores e população. A petebista tem adotado um tom crítico à Administração, mostrando os apontamentos de munícipes, e claro, com uma boa dose de acidez, o que é perfeitamente compreensível. Afinal, mesmo que não tenha declarado ainda, Bonezinho, que trabalhou na Administração Pública na subprefeitura de Sapopemba, na capital paulista, deve confirmar em breve a sua também pré-candidatura a prefeito.
 
NO PÁREO
Outro pré-candidato a prefeito é o vereador Jackson de Jesus (PROS). O parlamentar publicou a notícia em sua rede social na sexta-feira (31). No texto, Jackson afirma ter “recebido mensagens de incentivo e que não poderia recusar tal pretensão do povo”. Diz ainda que seguirá de forma independente e ainda não definiu o partido e nem o seu vice-prefeito. O vereador comentou sobre as dificuldades que enfrentou para a sua formação profissional e evocou os seus sete anos de experiência na Administração Pública como gestor da Habitação.
 
MUDANÇAS
Felipe Castro deixa a Secretaria de Justiça para ser o novo Secretária de Governo e Relações Institucionais, que vinha sendo ocupada interinamente pelo também secretário de Administração, Marcos Antonio Ferezini desde que o vice-prefeito Carleto Denardi (PSDB) assumiu a presidência do Saema. A mudança foi uma escolha pessoal do prefeito Júnior Franco (DEM). Para o lugar de Castro, na Justiça, foi nomeada a advogada Patrícia Fernanda Degaspari Cressoni, que atuava como diretora de gestão de fiscos financeiros.
 
SURPRESA
O “espanto” ficou por conta da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Leonardo Dias, ex-gestor da pasta nos governos Brambilla irá ocupar a vaga de Marcelo Franchozza, exonerado no início do mês de janeiro. Seu ingresso no governo torna evidente a aproximação entre o médico e Franco. Dias era o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico nos controversos episódios da instalação da fábrica de agrotóxicos FMC e no mirabolante plano de investimento de R$ 220 mi da Nova Extreme, empresa vencedora de duas licitações fracassadas para a exploração do aeroporto municipal. De qualquer modo, a coluna deseja sucesso ao novo secretário. O nível de desemprego é alto e a cidade precisa criar oportunidades e promover geração de renda.
 
DENÚNCIA 1
Uma denúncia assinada pela munícipe Valdileise Ferreira de Oliveira, e protocolada na Câmara de Vereadores agitou os bastidores da política local nos últimos dias. Oliveira questiona a atuação do prefeito Júnior Franco no episódio do “reajuste” do convênio médico dos servidores públicos municipais com o São Luiz Saúde, bem como no contrato de limpeza pública com a Forty Construções e Engenharia Ltda. Segundo ela, o contrato anterior do convênio de assistência médica com o São Luiz Saúde poderia ter sido renovado, e que o novo contrato teria servido apenas para aumentar os valores e beneficiar a operadora. Sobre a Forty, Valdileise afirma que a Prefeitura teria assinado termos aditivos ao contrato principal após o seu vencimento, além da empresa estar prestando serviços que não foram contratados pela prefeitura.
 
DENÚNCIA 2
A Prefeitura rebateu os apontamentos da munícipe, afirmando que a decisão do romper o contrato do convênio médico partiu do São Luiz Saúde. A alternativa foi abrir uma nova licitação para que a prestação do serviço de assistência médica dos servidores aposentados e pensionistas não fosse interrompido. Quanto à Forty, a Administração afirma que os aditivos ocorreram antes do vencimento do contrato, e que a empresa sempre realizou o mesmo trabalho nas últimas gestões.
 
PLENARINHO
Na quinta-feira (30), os vereadores estiveram reunidos para tomar conhecimento do conteúdo da denúncia. À reportagem de O Independente, o presidente do Legislativo, Carlos Alberto Jacovetti afirmou que era importante os parlamentares terem conhecimento do teor do documento até para esclarecimento da população, que se preocupa por causa do imbróglio político de quase doze anos que paira sobre a cidade. Jacó declarou também que, em sua opinião, os apontamentos da denúncia não são suficientes para a abertura de um processo de cassação do prefeito.  
 
SESSÃO
O próximo capítulo desta possível novela irá acontecer na próxima segunda-feira (3), quando os parlamentares voltarão às atividades. A denúncia será lida e o pedido de abertura de instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) será discutido. Para ser aprovado serão necessários dois terços de votos favoráveis, neste caso 8 dos 11 possíveis. A expectativa agora fica por conta de quem votará a favor e contra o pedido. Um dos votos publicamente contrários não poderá ser computado. Trata-se do vereador Baiano da Farmácia (PSD), que está impedido por ter atuado como secretário municipal de Saúde nas tratativas com o São Luiz Saúde. Há quem diga que o próprio Jacovetti e Pedro Eliseu Sobrinho também estariam impedidos por terem sido prefeitos interinos. De concreto mesmo, a certeza de que o que vai pesar nesta questão será o interesse de cada um nas eleições.  
 
ATERRO
Pois é, pois é, pois é. Para desconforto de algumas pessoas, esta coluna não vai deixar o assunto cair no esquecimento. Está claro que a conduta dos responsáveis à época deve ser, no mínimo, apurada, como revelou a reportagem de O Independente. Até onde se tem conhecimento, o caso não foi “tratado” ainda. Vale repetir: é preciso que se instaure um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para que tudo seja devidamente esclarecido. O assunto resíduos sólidos é bastante complexo e pode gerar mais responsabilidades ao longo do caminho.  Alguém sabe qual o posicionamento da Procuradoria Geral do Município sobre o caso?
 
CENSURA
A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o jornalista e fundador do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald é um ataque à liberdade de imprensa livre. Até a mais inocente das criaturas sabe que se trata de uma medíocre retaliação pelas revelações publicadas pelo site sobre o ex-juiz e agora ministro Sérgio Moro e o governo Bolsonaro. Coincidentemente trata-se do mesmo procurador que tentou processar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, por críticas ao ministro da Justiça. O pior de tudo é que a sociedade parece não compreender o óbvio.
 
PREÇO
A tática de silenciar jornalistas passa pela tentativa de comprar os profissionais, o veículo de comunicação ou os dois. Para defenderem a reforma da Previdência de Bolsonaro, Ratinho recebeu R$915 mil; Eliana, R$ 269 mil; Otávio Mesquita, R$ 218 mil; César Filho e Ana Hickman receberam R$ 34 mil reais cada um. O governo tem sido generoso com a Record de Edir Macedo. O programa Hoje em Dia foi o campeão em verbas, tendo recebido R$ 983 mil. É a velha máxima: “Panis et Circensis”. 

 
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Mosca na Sopa

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