10/01/2020 às 17h30min - Atualizada em 10/01/2020 às 17h30min

MOSCA NA SOPA – 10/01/20

ARTICULAÇÃO
Júnior Franco tem conversado com várias lideranças da cidade. Nada de novo, em se tratando de política. Segundo consta, a diferença entre ele e seus antecessores é gigantesca. Uma delas disse à coluna que “o prefeito fala o que tem pra falar com humildade, sem rodeios, olha no olho e não usa da retórica dos últimos que se sentaram na cadeira.” Na visão de Franco, a Administração pode ser melhorada e mais qualificada técnica e politicamente, além de buscar a construção de um grupo leal e comprometido com o interesse da cidade. Seu principal articulador nesta tarefa tem sido o irmão, Ricardo, ex-vereador e advogado.
 
OFF
Na segunda-feira (6), o radialista Marcelo Franchozza, da Rádio Clube Ararense, então secretário municipal de Desenvolvimento Econômico teria sido exonerado de seu cargo. Segundo consta, foi uma decisão em comum acordo com o prefeito Júnior Franco. Porém, o que chamou a atenção de alguns observadores, é que quase que imediatamente ao fato e mesmo sem um posicionamento oficial sobre a sua saída até a publicação desta nota, a foto do comunicador foi retirada da galeria de secretários no site da Prefeitura. Vale lembrar que Marcelo é sócio de Pedrinho Eliseu na Rádio Tropical FM. Franchozza já havia ocupado as pastas de Comunicação, Cultura e Governo na gestão do tucano em 2009 e 2017-2018, e novamente de Cultura no início do Governo Franco, em 2019. Na condução do Desenvolvimento Econômico, no entanto, o radialista não conseguiu alcançar resultados satisfatórios.

ON
Ainda sem a definição de um substituto para esta importante secretaria, um nome que surgiu nos últimos dias e tem sido comentado nos bastidores, é o do professor e pesquisador da Unicamp, Júnior Fabri. Doutorando em Engenharia Elétrica e Computação, o ararense tem em seu currículo uma sólida vivência acadêmica na área de Tecnologia e uma vasta experiência em projetos de geração de renda e economia solidária desenvolvidos em comunidades carentes e em situação de vulnerabilidade social. Em tempos de escassez de postos formais de trabalho, Fabri poderia ser a aposta para a implantação de um programa de empreendedorismo criativo e sustentável, aliado à criação de um polo tecnológico na cidade.
 
FALANDO NELE
Mais uma dor de cabeça para o ex-prefeito Pedrinho Eliseu. O juiz da 1ª Vara Cível de Araras, Rodrigo Peres Servidone Nagase, deferiu o pedido liminar da 5ª Promotoria de Justiça de Araras (MP) na Ação de Responsabilidade Civil Por Ato de Improbidade Administrativa (Processo nº 1008686-83.2019.8.26.0038) contra o ex-chefe do Executivo ararense e o ex-secretário de Esportes, Douglas Marcucci. O caso versa sobre uma reforma “fracionada” do Ginásio de Esportes Nelson Ruegger, o que, de acordo com o MP, afrontou a Lei 8.666/93 (Lei das Licitações). Na decisão, o magistrado determinou a indisponibilidade de bens dos ex-gestores públicos até o valor de R$ 83.620,68. A ação principal ainda não foi julgada.
 
ATERRO SANITÁRIO 1
É preciso que alguma providência seja tomada pela Administração no caso do embargo do aterro sanitário. Em matéria publicada no dia 23 de dezembro de 2019, O Independente revelou os documentos que desmentem a versão do ex-secretário de Serviços Públicos e atual secretário de Meio Ambiente, Carlos Cerri Júnior, de que só teria tomado conhecimento do processo em meados de outubro passado. Diferentemente do que alegou, os documentos publicados por O Independente comprovam que o gestor tinha pleno conhecimento do problema. Além disso, o vereador Jackson de Jesus (PROS) fez uma grave denúncia, afirmando que numa recente consulta à Secretaria de Meio Ambiente, um funcionário do setor teria lhe afirmado que “a situação no aterro estava regular”, o que não condiz com a realidade.
 
ATERRO SANITÁRIO 2
Especialistas em Direito Administrativo ouvidos pelo jornal foram categóricos em afirmar a necessidade de se instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para que o caso seja devidamente esclarecido. Se comprovada a responsabilidade de algum agente público, não está descartada a conclusão de que houve a prática de prevaricação e improbidade administrativa. E neste caso, outras pessoas poderão responder solidariamente pela negligência cometida. O caso requer extrema atenção e empenho para que seja esclarecido.
 
TCA
O Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município de Araras nº. 2/2019, datado de 16 de dezembro de 2019, enviado pelo Executivo à Câmara e que permitia a concessão e exploração do transporte público pela inciativa privada deu o que falar. Choveram críticas à proposta. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araras (Sindsepa) foi duro em sua manifestação no site da entidade, mostrando preocupação com o emprego dos servidores da autarquia. Não se sabe ao certo de quem partiu a ideia de apresentar o projeto no apagar das luzes de 2019. Dizem que um secretário municipal teria sido o responsável pela celeridade da proposta. O prefeito Júnior Franco, no entanto, agiu rápido, a tempo de corrigir a medida e retirou o projeto do Legislativo para que o mesmo seja amplamente debatido.
 
CONSELHO 1
O objetivo dos conselhos municipais o objetivo é promover a participação popular na gestão pública, certo? Pois bem, uma reunião extraordinária foi convocada para aprovar o convênio da prefeitura com a entidade para o funcionamento do Pronto-Socorro. Corretíssima atitude. O que há de errado? Nada, não fosse o silêncio sepulcral do órgão acerca das denúncias que pesam contra a Santa Casa, em especial a apropriação indébita das parcelas de empréstimos consignados dos funcionários, trazidas à tona pela reportagem de O Independente. Em sua última edição, esta coluna questionou o Conselho Municipal de Saúde sobre a sua omissão. Lembrando que uma de suas atribuições é acompanhar a utilização dos recursos públicos que são destinados à entidade. Em tempo e a quem possa interessar: até o dia 27 de janeiro, estão abertas as inscrições para quem deseja fazer parte do Conselho.
 
CONSELHO 2
Que todos os governos empenharam seus esforços no aparelhamento do maior número possível de simpatizantes nos conselhos municipais, isto é já é sabido. Todavia, o que causa enorme preocupação, é quando a medida traz consigo um viés ideológico, quase que doentio por parte de algumas pessoas. Consta que alguns desses conselhos em Araras – um em especial – sofreu forte ingerência de sua coordenadoria, que aliada a alguns integrantes, suprimiu ao máximo a participação de pessoas interessadas cuja orientação política não fosse de “Direita”. Além de se tratar de uma atitude arbitrária, pra não dizer insana, tal conduta coloca em xeque a finalidade do controle social e mancha o jogo democrático. E isto vale para os dois extremos da polarização política no Brasil. A denúncia é seríssima e precisa ser investigada a fundo.
 
SEGURANÇA
Um pedido da coluna ao prefeito Júnior Franco e ao secretário de Segurança Pública, Wanderleim Geraldo Júnior, em nome dos moradores do Parque das Árvores e bairros vizinhos: a zona norte está abandonada e sem policiamento há meses. Não é apenas a região central e os bairros considerados nobres que carecem da presença da Guarda Municipal. Na periferia residem milhares de trabalhadores, pais e mães de família, idosos e estudantes. Mas a marginalidade também pode ser facilmente encontrada. O fato é que a população tem a sensação de segurança em duas situações: quando dispõe de iluminação decente no seu bairro e quando percebe a presença da polícia em sua comunidade.
 
CENSURA
Alguns ocupantes de cargos públicos precisam compreender: a liberdade de imprensa e o sigilo de fonte jornalística são garantidas pela Constituição Federal. Se a notícia publicada não agrada, o problema não é do jornalista, mas de quem a originou. O acesso à informação é um direito de qualquer cidadão. O órgão de imprensa tem a responsabilidade e o dever moral de noticiar. Se ela vai desagradar, o problema não é do veículo. Muito menos do jornalista. A questão aqui é a “carteirada” que algumas autoridades ainda teimam em aplicar. Em outras palavras, é bem mais fácil trabalhar correta e profissionalmente. Desta forma, o risco de se fazer “cagadas” diminuiria muito. Fica a dica!
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Mosca na Sopa

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