29/11/2019 às 01h25min - Atualizada em 29/11/2019 às 01h25min

MOSCA NA SOPA - 30/11/19

CONSTATAÇÃO
Passados onze meses, o prefeito Júnior Franco (DEM) tem dado sinais claros de que não pretende brincar em serviço. Notadamente rompido com Eliseu, Franco vem promovendo os ajustes que julga necessários para que a sua administração tenha êxito. Pessoas ligadas ao ex-prefeito foram exoneradas. Outros nomes, apesar de trazidos à prefeitura por Pedrinho, permaneceram porque realizam um bom trabalho em suas funções. Corre ainda nos bastidores a informação de que Franco estaria muito insatisfeito com o trabalho de alguns secretários. A razão seria a falta de comprometimento, os quais estariam apenas tentando garantir os seus empregos, deixando de fazer o “algo a mais”, entenda-se empenho. E em alguns casos, cometendo erros grosseiros que inevitavelmente acabam respingando no prefeito.
 
CÂMARA
A saída de Baiano da Farmácia (PSD) da Secretaria Municipal de Saúde e a sua ao Legislativo já havia sido definida há pelo menos cinco meses. Em seu lugar assume o médico otorrinolaringologista Itacil Zurita, amigo pessoal do prefeito. Outras trocas podem e devem acontecer O governo pretende fortalecer a sua base na Câmara e estreitar as conversas com os vereadores. Contudo, para isso, precisa definir quem desempenhará esta função, papel que sempre coube a algum secretário municipal. Resta saber qual dos atuais tem o perfil e a habilidade necessárias para esta tarefa. Neste caso, não seria interessante delegar esta tarefa a alguém fora do chamado “primeiro escalão”? Até porque o tempo está correndo.

ARAPREV
A prefeitura está em dívida com o Serviço de Previdência Social dos Servidores Públicos. Os repasses patronais (alíquota do empregador, neste caso a prefeitura) estão atrasados há três meses. A confirmação foi feita pelo presidente da autarquia, Gilberto Del Bel. O problema pode ocasionar problemas para a autarquia, como a impossibilidade de receber recursos federais e estaduais. Algo parecido com o que aconteceu há quase dois anos, quando o próprio gestor permaneceu a frente da autarquia sem possuir o certificado de habilitação para tanto. O curioso é que na ocasião, tanto ele quanto o então prefeito, Pedrinho Eliseu permaneceram bem caladinhos.
 
NOBREZA
A atitude de algumas pessoas em utilizar-se do furto praticado por um morador de rua na cidade para querer “linchá-lo” e criminalizar os demais, além e marginalizar os artistas de malabares, é digna de repulsa. As redes sociais receberam toda a carga de preconceito de uma sociedade cuja doença é bem mais contagiosa do que a pior das enfermidades. É retrato de um país onde o racismo, a segregação e a desigualdade são reais convenientemente mantidos. Recentemente, a Secretaria de Assistência Social de Araras criou um programa chamado “Não dê esmolas". A justificativa apresentada foi a de que “a esmola não devolve a dignidade da pessoa.” O gênio que criou o tal programa deve ter desprendido muito tempo para chegar a esta brilhante conclusão, e claro, deve fazer parte da “bem-nascida” casta ararense. O problema, cara-pálida, é que as pessoas na rua pedem dinheiro ou comida para sobreviver. Por conta da arrogância de alguns, a exceção transformou-se em regra. Não se trata apenas do moço que cometeu o furto. Mas de uma população que incomoda os donos da cidade.   
 
SANTA CASA 1
No dia 13 de novembro, O Independente publicou uma matéria denunciando a prática de crime de apropriação indébita cometida pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Araras (ISCMA. O caso também foi abordado pelo jornal JC Rio Claro e está sendo investigado pelo Ministério Público do Trabalho. Em recente manifestação para esclarecer o abusivo aumento no novo contrato de prestação de assistência médica aos servidores públicos municipais, o gestor corporativo Hildebrando Xavier de Souza rebateu a informação publicada, apresentando documentos que atestam a regularidade da entidade.
 
SANTA CASA 2
Entretanto, a direção da Santa Casa de Araras continua manipulando informações de acordo com a sua conveniência. E pior, faltando com a verdade. A sua administração não repassou os valores dos empréstimos consignados aos bancos. Isto aconteceu por três meses e prejudicou a vida financeira de muitos funcionários. O fato de apresentar certidões para demonstrar que “tudo está em ordem”, não a exime da irresponsabilidade e do desrespeito cometidos contra os seus colaboradores. Especialistas ouvidos pela coluna não tiveram dúvidas em afirmar que “este fato por si só já seria motivo suficiente para se questionar a permanência do provedor e do quadro diretivo da entidade”. Portanto, caríssimos, uma coisa é a retórica das dificuldades financeiras da entidade e outra, bem diferente é a besteira que a direção insiste em fazer de conta que não aconteceu.
 
SANTA CASA 3
Esta coluna não conhece o senhor Xavier, mas tem dele boas referências. Consta que assumiu a bucha ao lado de uma consultoria e está tentando colocar a casa em ordem. Então vai aqui uma sugestão. A imprensa noticia fatos que na maioria das vezes desagradam os envolvidos. A postura pouco transparente e antidemocrática da Santa Casa é conhecida. Provedor e administração tratam a imprensa como inimiga. Este, por sinal nunca atendeu a reportagem de O Independente e recentemente foi deselegante, mal-educado e grosseiro com um colega de profissão. A informação é um direito do cidadão, pois os recursos públicos que ajudam a manter o hospital saem do bolso de todos os contribuintes. E neste caso, uma mudança de postura seria muito bem-vinda.
 
ONDE TU TÁ, NENÉM?
Perguntar não ofende. Então vamos lá. Qual a finalidade dos conselhos municipais constituídos na cidade? Para quem não sabe, o objetivo dos conselhos é promover a participação popular na gestão pública. Sendo assim, em que mundo vive o Conselho Municipal de Saúde, que diante de todas as denúncias que pesam contra a Santa Casa, e até onde esta coluna tem conhecimento, não tomou nenhuma atitude a respeito do assunto? Uma de suas atribuições é acompanhar a utilização dos recursos públicos que são destinados à entidade. Com a palavra, os nobres conselheiros
 
LUTO
A morte de Geraldo Danzi Sálvia deixou uma lacuna que dificilmente será preenchida. Vítima de um câncer, “seo” Geraldo, uma das figuras públicas de maior integridade e envergadura moral que Araras conheceu, encerrou a sua jornada aos 87 anos de idade. Nascido no dia 21 de dezembro de 1931, em São Paulo, formado em Eletrônica e Contabilidade, exerceu outras atividades em sua vida profissional. Residente em Araras há 45 anos, em 2014 recebeu o título de Cidadão Ararense. Militante de Esquerda, foi presidente do Partido Democrático Brasileiro (PDT), brizolista e janguista, sendo um ferrenho defensor do trabalhismo e da soberania nacional. Ocupou ainda o cargo de vice-presidente da Associação dos Aposentados de Araras. Escritor, produziu artigos para jornais da cidade e um livro de contos sobre a cidade de São Paulo dos anos 50. Uma perda irreparável.
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